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Obsolescência programada

  • Projeto Qualitativa
  • 19 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

Por Carolina Marques e Erica Pereira.


Trata-se enquanto obsolescência programada uma estruturação criada pelos produtores de fabricar produtos com uma validade próxima para que o consumidor, por sua vez, troque continuamente, movimentando o capital e gerando lucros para a empresa.


Atualmente, tal programação é encontrada em diversificadas fabricações, como, por exemplo, em aparelhos tecnológicos, como telefones celulares e, até mesmo, roupas que, de certa forma, é colocada pela sociedade como temporária, de acordo com a indústria da moda. À vista disso, é perceptível a herança de troca criada entre os indivíduos na comunidade societária, isto é, eles passam a querer um aparelho eletrônico diferente apenas porque o próximo possui um detalhe funcional indiferente a sua vida cotidiana, como uma câmera ou som melhor, mas, como a compra é imposta, indiretamente, torna-se uma necessidade.


A troca constante e a vontade exacerbada de ter novos utensílios gera um consumismo desenfreado, causando, por sua vez, um desequilíbrio no meio ambiente, como a enorme quantidade de lixo nos aterros sanitários, por exemplo.


A tecnologia é imprescindível no atual momento em que vivemos, principalmente na sociedade experimental modernamente vivenciada, na qual tudo é novo e atrelada a tecnologia, precisando estar sendo testado e adaptado rapidamente as necessidades humanas, tendo em vista que a tecnologia é gerada porque, em caso contrário, a sociedade entraria em processo de decadência; ajuda a solucionar problemas como a falta de produtividade do solo ou as dificuldades de comunicação; ajuda a superar deficiências físicas como a surdez ou a cegueira; possibilita o aumento do conforto humano; conecta o planeta todo a um custo muito baixo; possibilita aos detentores da tecnologia da informação maior influência sobre massas populacionais; aumenta a produtividade do trabalho humano; melhora a qualidade, o custo, a capacidade e a conveniência de produtos e serviços; proporciona aumentos na lucratividade de organizações; possibilita o aprimoramento nos processos de ensino e aprendizagem; e possibilita o aumento da segurança pessoa (ALMEIDA, 1996, p. 23).


Sendo assim, excetuar a tecnologia desses novos instrumentos e ferramentas na vida dos seres humanos não é possível, muito pelo contrário, aos mais novos parece inverossímil, portanto cabe ao educador mostrar para os alunos a importância da conscientização, isto é, se ele possui um celular que tem funções parecidas com um novo, divulgado pelo mercado, sendo o suposto diferencial algo inútil para o dia-a-dia, é cabível a reflexão – compreender a obsolescência programada e as suas consequências, como a produção contínua, o aquecimento global causado pelas máquinas, entre outros.


Contudo, a obsolescência programada é um assunto novo e faz jus a vivência cotidiana na sociedade, tendo em vista a cultura de troca, tornando algo que acabou de lançar em uma estrutura velha e ultrapassada, cabe, então, a reflexão de quem está por trás de toda estruturação, como o lucro exacerbado para as determinadas empresas, gerando discussões, até mesmo, sobre o conceito de mais-valia e alfabetização ecológica das indústrias para com a sociedade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ALMEIDA, Mário de Souza. Cultura organizacional e atitudes contrárias a mudanças tecnológicas: um estudo de caso em empresa estatal. Florianópolis: 1996. 208p. Dissertação (Mestrado em Administração). Universidade Federal de Santa Catarina, 1996.





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